Associação Comercial lamenta, já o DCE aprova a decisão
Apontado como um dos principais eventos de Londrina, o vestibular de inverno da UEL atraiu na última edição 19.122 estudantes de outros municípios, grande parte de outros estados, principalmente São Paulo.
Segundo cálculo da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), cada um dos candidatos gasta em média R$ 250,00. A estimativa é de um acréscimo de R$ 5,3 milhões na economia do município.
Temos que lamentar a perda de receita, bastante democrática e extremamente importante, especialmente para restaurantes e rede hoteleira. Mas também temos que lamentar o fato que o vestibular é um evento que leva uma boa imagem da cidade para muitos pontos do País. Até mesmo perdemos a alegria dos candidatos, que contagia toda a cidade, disse George Hiraiwa, presidente da Acil.
O empresário ponderou, no entanto, que a qualidade de ensino é o aspecto mais importante a longo prazo. Se a decisão foi técnica, temos que respeitá-la. O mais importante é manter o padrão de excelência e garantir Londrina como centro universitário importante e emergente, considerou o presidente da Acil.
A decisão agradou o movimento estudantil. De acordo com um dos coordenadores do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Rubens Goulart, o vestibular de inverno dificulta o acesso dos candidatos a uma vaga no ensino superior público, além de privilegiar os estudantes que podem pagar um cursinho preparatório e deixar com menos chances os oriundos da rede pública do ensino médio.
Goulart disse que acredita que a decisão foi realmente técnica e que a crise política desencadeada após denúncias de corrupção na publicidade do concurso não influenciou na decisão do colegiado. O líder estudantil também considerou uma vitória o fato de conseguir barrar a criação de uma fundação para ficar responsável pelo vestibular e pela seleção de funcionários e professores. (L.F.M.)





