Célia Baroni
De Londrina
Dezenas de moradores dos bairros próximos ao Lago Igapó se reuniram ontem de manhã em frente ao Igapó 2, próximo à Avenida Higienópolis (área central de Londrina). Durante a manifestação, eles cobraram do poder público a implantação de projeto de revitalização do Lago 2. O ‘‘Ato Público em Prol do Lago Igapó’’, foi organizado pela Associação de Moradores Altos do Igapó (AMAI), que reúne mais de seis bairros da região.
A convite da AMAI, estiveram presentes o presidente da Câmara de Vereadores, Renato Araújo, e o recém-empossado presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Rubens Canizares. ‘‘Encaminhamos à prefeitura um projeto de revitalização do Lago 2 há cerca de um ano e, até agora, nada foi feito’’, afirmou o presidente da AMAI, Antonio Carlos de Oliveira.
A associação cobrou dos presidentes da Câmara e da AMA o compromisso de agilizarem a solução do problema e o atendimento das reivindicações. Renato Araújo recebeu das mãos de Oliveira um relatório de todas as reivindicações, incluindo cópia do projeto de revitalização proposto pela comunidade para o Igapó 2.
Entre os pedidos está o calçamento de toda a margem do lago para evitar que as pessoas sejam obrigadas a caminhar na rua. Querem que toda extensão do lago seja dotada de iluminação adequada - hoje praticamente inexistente. Pedem a construção de um parquinho para as crianças, nos mesmos moldes do que já existe no Igapó 3. Os moradores querem ainda que a AMA se comprometa a fazer a manutenção da área com a mesma frequência e cuidado que dedica ao Igapó 1.
Nem o presidente da Câmara, nem o presidente da AMA souberam explicar por que, até agora, o Lago Igapó 2 continua abandonado. ‘‘Com esta manifestação terei mais força para levar a questão aos demais vereadores e cobrar do Executivo uma definição’’, afirmou Araújo.
Já Canizares argumentou que ainda não teve tempo de se aprofundar no assunto. ‘‘Sei que existem vários projetos para esta área. Vou fazer um levantamento para entender por que nenhum foi colocado em prática. Pretendo priorizar a revitalização desta área porque ela não é importante apenas para os moradores da região, mas para toda a cidade’’, argumentou.
Mas não é só a demora das obras de revitalização da área do lago que preocupa a AMAI. Oliveira frisou que a comunidade quer participar das discussões e decisões a respeito das obras de sobreposição da Rua Maringá sobre o Lago Igapó 2.
Oliveira afirma que a prefeitura está enfrentando dificuldades com a desapropriação de uma das áreas que serviriam à passagem da continuação da Rua Maringá até a Avenida Madre Leônia Milito. Ele diz que uma das possibilidades levantadas para solucionar o problema seria o desvio provisório do trânsito da Rua Maringá pelo Jardim Guanabara. Mas isto pode acabar com a tranquilidade do bairro. ‘‘Somos a favor da transposição e entendemos sua importância. Mas não vamos aceitar esta alternativa nem provisoriamente’’, afirmou Oliveira.

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