O diretor executivo da Associação Parceria Contra as Drogas, Francisco Socorro, fez ontem o primeiro contato com empresários paranaenses a fim de obter recursos para a campanha nacional de prevenção ao uso de drogas. A campanha terá duração mínima de cinco anos e deve consumir por ano R$ 400 mil na produção das peças publicitárias.
O publicitário diz que acha que não vai ser fácil conseguir recursos. ‘‘Mas os empresários têm de se conscientizar e viabilizar recursos’’.
A Associação Parceria Contra as Drogas foi criada em março deste ano em São Paulo. A maioria das empresas colaboradoras está sediadas em São Paulo. Por enquanto, poucas empresas do Paraná aderiram ao projeto. ‘‘Essa é uma campanha da iniciativa privada, sem nenhum incentivo do governo, que o empresariado deve apoiar’’, afirma a empresária Maria Christina de Andrade Vieira, do Banco Bamerindus, uma das poucas empresas do Paraná que está apoiando a campanha.
Para a veiculação e execução das peças, a associação conta com o apoio de agências de publicidade e empresas de comunicação (jornais, revistas, TVs e rádios). A criação das peças está sendo feita gratuitamente pelas agências de publicidade.
No Paraná, a criação será de responsabilidade da Master. A agência, explica Socorro, criará peças destinadas a crianças entre nove e 12 anos de idade.
Segundo Socorro, o primeiro filme sobre prevenção às drogas foi veiculado dia 20 de novembro. ‘‘Mas os filmes saíram do ar porque as TVs não estão com espaços disponíveis para ceder à associação. No ano que vem a campanha será intensa’’, prevê ele.
O filme, cuja produção custou cerca de R$ 150 mil, trata a droga em termos gerais. ‘‘Faremos também filmes e peças específicas contra o consumo de crack e cocaína’’, disse.

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