MANIFESTAÇÃO -

Assistentes sociais e conselheiros tutelares de Londrina pedem vacina e trabalho digno

Grupo se manifestou neste feriado do Dia do Trabalhador, em frente à ao prédio da Prefeitura

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

 

Assistentes sociais e conselheiros tutelares de Londrina pedem vacina e trabalho digno
Divulgação/SUAS
 


Cerca de 20 integrantes do FMTSUAS (Fórum dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social) se manifestaram com faixas e cartazes neste sábado (1º), em frente à Prefeitura de Londrina, em defesa da vacina para todos e condições dignas de trabalho. O ato contou também com a presença de conselheiros tutelares e tem o apoio da UEL (Universidade Estadual de Londrina) 


O assistente social Eliezer Rodrigues dos Santos explicou que a manifestação traz em pauta uma série de reivindicações no contexto da pandemia. “Somos colocados como trabalho essencial e desde o início da pandemia, não paramos nenhum dia. É um trabalho que traz muita exposição porque atuamos com a população de rua, idosos, pessoas com deficiência intelectual, que não conseguem fazer o uso de máscara, e outros grupos vulneráveis”, afirma.  


Santos comenta que na primeira versão do Plano Municipal de Imunização, não havia a descrição da categoria (Assistentes Sociais). “No segundo Plano, aparecemos como quarto grupo a ser imunizado junto com os professores e demais categorias, porém, nosso trabalho é essencialmente presencial”, ressalta.  


Além da imunização, o grupo quer a garantia de teletrabalho integral para os grupos de risco e melhorias das condições de trabalho. Sobre o assunto, Santos diz que houve uma reunião com o MPT (Ministério Público do Trabalho) há cerca de um mês e que o processo está em aberto.  


“O procurador do MPT solicitou ao município, a readequação do decreto que institui formas especiais de trabalho para os grupos de risco e o número de trabalhadores do SUAS que se enquadra no grupo de risco da Covid. Ainda não foi repassado nada para nós”, diz. 


Segundo Santos, no início da pandemia em março de 2020 a categoria solicitou acrílicos para todas as recepções e serviços da Assistência Social, mas afirma que os materiais só foram disponibilizados na semana passada. “O mesmo aconteceu com as máscaras cirúrgicas, que só vieram no final do ano passado e em quantidade insuficiente para atender a todos os profissionais. Temos profissionais que fazem o atendimento nas ruas que já foram reinfectados com a Covid e agora está havendo uma convocação para realização de horas extras para todos os servidores e não estamos de acordo com isso”, afirma.  


 

Faixas também foram fixadas em diferentes pontos da cidade, como esta, no local onde funciona o Serviço especializado em abordagem social
Faixas também foram fixadas em diferentes pontos da cidade, como esta, no local onde funciona o Serviço especializado em abordagem social | Divulgação/SUAS
 



Entre funcionários públicos e terceirizados, o grupo estima que no município cerca de mil trabalhadores atuem na área de assistência social. Já os Conselhos Tutelares são formados por 25 profissionais (cinco em cada sede).  


A conselheira tutelar Elen Luz explica que para cada medida de proteção que o Conselho Tutelar aplica, é preciso contar com o serviço da rede municipal. “É por isso que precisamos nos unir e apoiar essa causa. Nós, conselheiros, também estamos na linha de frente, somos serviço essencial e atuamos 24h. Começamos o teletrabalho no início deste mês, mas sempre tem um conselheiro na sede e nos plantões para não ficar nenhum horário descoberto”, comenta. 


Luz destaca ainda que o trabalho do Conselho Tutelar cresceu diante da pandemia, com o aumento da violência contra a criança e adolescente, além das situações de adoecimento das famílias. “Em muitas famílias, o pai e mãe da criança estão internados e a gente precisa correr para buscar familiares, dar proteção. De uma forma geral, a rede que atende crianças e adolescentes está na linha de frente e o conselho tutelar precisa dela. 


 

Assistentes sociais e conselheiros tutelares de Londrina pedem vacina e trabalho digno
Divulgação/SUAS
 



Procurada, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Londrina disse que a vacinação da categoria de Assistência Social foi encaminhada para o Ministério da Saúde e que o município segue o Plano Nacional de Imunização. A Prefeitura também afirma que tem dado todas as condições de trabalho aos profissionais. Sobre a convocação para realização de horas extras, a secretaria municipal de Assistência Social informou que os profissionais estão sendo convocados para atendimento por telefone (não presencial) e que o objetivo é prestar atendimento à população neste momento de pandemia. 



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