Assistente social
sai de hidrelétrica
e faz bom negócio
Em 1988, a assistente social Maria Celeste Panizzola Rossi, hoje com 49 anos, abandonou um emprego estável de sete anos na Secretaria Estadual da Promoção Social de São Paulo para encampar um trabalho de desenvolvimento comunitário com os operários que construíam a hidrelétrica de Itaipu.
‘‘O salário era bom. E fiquei entusiasmada com a chance de trabalhar junto a aquelas pessoas de todos os lugares do Brasil, que haviam deixado família, amigos, tradição e cultura para tentar a sorte em um lugar distante’’, conta.
A mudança não decepcionou a assistente social. Ela assumiu a gerência do Departamento de Serviço Social de Comunidade da binacional. Exerceu o cargo até agosto de 95. Nesse período, desenvolveu atividades como festivais culturais e eventos para resgatar a cultura dos trabalhadores do canteiro de obras.
Enquanto trabalhava na hidrelétrica, Maria Celeste e a amiga Cáritas Maria da Silva Oliveira amadureceram o projeto de abrir um restaurante vegetariano. A idéia se concretizou em 1992. ‘‘Investimos o equivalente hoje a cerca de R$ 80 mil’’, lembra a assistente social.
Segundo ela, o salário que ganhava em Itaipu - que seria de R$ 3.000 hoje - foi fundamental para a instalação do negócio. Hoje as duas sócias dividem os lucros do Ver o Verde, o único restaurante vegetariano em funcionamento em Foz do Iguaçu. O negócio parece ter dado certo.
Há menos de dois anos, Maria Celeste aderiu ao Plano de Demissão Incentivada da Itaipu Binacional. ‘‘Como a maioria dos operários havia sido demitida após a conclusão das obras, meu trabalho se esvaziou um pouco.’
(Valmir Denardin)

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