Assistência Social vai ocupar prédio da Codel
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segunda-feira, 12 de maio de 2003
Phoenix Finardi<br> Reportagem Local 
O prédio onde funciona a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), na avenida Juscelino Kubitscheck (área central), já tem novo ''dono'' vai ser ocupado pela Secretaria Municipal de Assistência Social. A mudança deve acontecer dentro de 15 dias, prazo para que as novas salas onde a Codel vai se instalar, em um prédio na avenida Tiradentes (zona oeste) fiquem prontas.
Segundo a diretora administrativa da secretaria, Marilys Garani, o espaço deve abrigar os projetos Fome Zero e Renda Mínima: ''Ainda precisamos ver se o prédio é ideal mas a idéia é instalar ali todas as ações que tenham ligação com o Fome Zero, inclusive os cursos de capacitação.'' Ela visitou ontem o local. ''A secretaria já atende em cinco locais diferentes da cidade mas ainda temos muita demanda de espaços. Já está definido que vamos ocupar o prédio.''
Enquanto isso, um grupo de operários termina as obras de adequação nos dois andares que a Codel vai ocupar no Edifício Twin Towers. Cores modernas, equipamentos de última geração e vista privilegiada esperam os visitantes que tiverem interesse em investir em Londrina. O prédio tem elevador panorâmico, galeria de artes e um sistema de segurança que exige o credenciamento de qualquer pessoa que queira entrar no condomínio.
A reforma dos 8º e 9º andares reservados para a prefeitura custou R$ 110 mil, pagos pelos donos do imóvel. A Codel vai gastar R$ 11 mil por mês com aluguel e condomínio, além de R$ 22.629 para mobiliar as salas. ''Londrina tem problemas, todo mundo sabe disso, mas a função da Codel é fazer uma boa apresentação da cidade'', justifica o presidente da Codel, João Resende.
Ele diz que recebe, por semana, a visita de cinco ou seis representantes de empresas de fora interessadas em fazer negócios na cidade. No entanto, desde que assumiu, em dezembro, nenhum negócio foi concretizado. ''Esses investimentos são projetos a longo prazo. Este mês devemos anunciar novidades'', afirma. Resende se refere à associação de uma empresa londrinense com uma parceira italiana e à instalação de um laboratório do Instituto de Pesos e Medidas, o Ipem, no Parque Tecnológico.
As críticas com relação à mudança para a nova sede não incomodam Resende. ''Estou muito tranquilo com relação a isso. A Codel precisava mudar. Não tenho interesse pessoal nisso, a idéia foi do próprio prefeito. O Nedson (Micheleti) me disse que eu teria que alterar tudo por aqui e se fosse para ficar do jeito que era, eu nem teria vindo prá cá. Estou disposto a suportar o desgaste'', admite.
Para ''vender'' bem a cidade, Resende aposta na diversificação. ''Londrina não tem uma vocação única. Estamos investindo em várias opções diferentes.''
Resende reconhece que a mudança para a nova sede não vai garantir novos empreendimentos para Londrina. ''A questão da sede é o de menos, sei que não vai resolver o problema. Mas é um começo. As pessoas têm que cobrar pelo que a Codel não faz e não pelo que estamos fazendo.''


