Imagem ilustrativa da imagem Assistência Social de Londrina faz abordagens
| Foto: Gina Mardones
Secretaria tem lista de aproximadamente 40 lugares utilizados por moradores em situação de rua



A secretária de Assistência Social de Londrina, Télcia Lamônica, afirma que os imóveis citados pela reportagem, incluindo o localizado na Rua Amapá e incendiado na madrugada de terça (23), fazem parte de uma lista de aproximadamente 40 lugares mapeados, entre praças e outros espaços da cidade, utilizados por moradores em situação de rua. Em alguns locais a ocupação acontece de forma intensa e outros de forma momentânea.
"Ali no posto (de combustível desativado na Avenida Dez de Dezembro), a situação é diferente. Muitos deles têm família e lugares para viver e são dependentes de drogas. O espaço é frequentado por quem faz uso intenso de drogas", relatou a secretária. Em casos como esses, Télcia cita a atuação da equipe do Consultório da Rua, que faz a abordagem das pessoas para tentar um encaminhamento. "Essa área vai desde a região do Marco Zero até ali (posto) e existe um plano de combate ao crack", apontou.
Segundo Télcia, nos demais locais utilizados como mocós, a equipe de sua pasta continua atuando por meio do programa Noite Fria. Toda noite, cerca de 40 atendimentos são realizados durante essa abordagem – são aproximadamente 20 a 30 pessoas a mais do que nos períodos mais quentes. A pessoa acolhida recebe pernoite, banho e alimentação, além de roupas e um kit de higiene, composto por toalha, sabonete, pasta e escova de dente.
A secretária explicou que a equipe de abordagem trabalha das 7 até as 22 horas. Sobre os mocós em imóveis particulares, ela afirmou que o proprietário do imóvel tem a responsabilidade de manter a casa fechada para que não seja utilizada da outra forma. "Mesmo estando para alugar ou para vender é o proprietário quem tem essa responsabilidade", reforçou.
O inspetor da Guarda Municipal, Éder Pimenta, destacou que todas as solicitações de atendimento que recebe relacionadas ao atendimento de moradores em situação de rua são repassadas para a equipe de assistência social. "Somente se eles requisitarem, nós vamos ao local, mas com o objetivo de dar segurança ao servidor público", apontou.
A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, que afirmou não ter números e dados específicos sobre mocós na cidade e sua correlação com os incêndios.

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