Assinados contratos para relocação
Da Redação
Cinquenta e seis das 400 famílias que estão sendo reassentadas pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) assinaram ontem os primeiros contratos de compra dos terrenos e financiamento de material de construção. Elas estão sendo relocadas porque vivem nas ocupações Costeira II, Roselis Maria e Jardim Cristal, que ficam no traçado do Contorno Leste, em São José dos Pinhais. Os demais contratos serão assinados nos próximos dias 29 e 30.
Para fazer a relocação das famílias, o DNER está investindo R$ 4,7 milhões. A construção do loteamento contou com a participação da Prefeitura de São José dos Pinhais e da Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab-CT). Os recursos são financiados pelos banco Eximbank, do Japão, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que também viabilizam parte dos investimentos usados na construção do corredor rodoviário São Paulo/Curitiba/Florianópolis.
De acordo com o diretor regional do DNER, João Alberto Sautchuk, depois das assinaturas dos contratos, técnicos do Departamento e da Cohab terão reuniões com as famílias reassentadas, para orientar sobre os critérios e padrões que devem ser obedecidos na construção das casas. Eles também receberão informações para contratação de mão-de© obra e compra ou reutilização de materiais. Cada uma delas terá um projeto diferenciado, feito por estudantes de Arquitetura da Faculdade Tuiuti.
O lote onde estão sendo implantados os loteamentos Riacho Doce e Rio Pequeno tem 171 mil metros quadrados. Um dos critérios usados para a escolha da área foi a proximidade com as vilas onde as famílias vivem hoje. Com isso, pode-se garantir que as pessoas continuem usufruindo da infra-estrutura que já possuem.
Até o final do ano as famílias relocadas poderão contar com creche, escola, área de lazer e linha de ônibus, melhorando sensivelmente a sua qualidade de vida, garantiu o prefeito Luiz Carlos Setim, durante a assinatura de contrato. Para a zeladora Célia Maria Alves Pinto, moradora do Jardim Cristal e uma das beneficiadas pelo projeto, a transferência para um loteamento regular era a grande aspiração da comunidade.
Anderson Ricardo de Bairo, do Jardim Costeira II, outro beneficiário do projeto, está animado com a possibilidade de garantir a posse de um lote. Agora, nós vamos pagar por algo que será nosso, falou.





