Assinado convênio para preservação e estudo ambientais
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de março de 1997
Da Redação 
A Copel, a PUC e a Sociedade Paranaense de Cultura (SPC) assinaram convênio sexta-feira para a implantação do Projeto Guaratuba para a Preservação e Aproveitamento Científico da Floresta Atlântica. O compromisso foi firmado pelo presidente da Copel, Ingo Hubert, pelo reitor da PUC, Euro Brandão, e pelo presidente em exercício da SPC, Clemente Ivo Juliatto. Os prefeitos de Guaratuba, Everson Kravetz, e de São José dos Pinhais, Luiz Carlos Setim, também participaram da solenidade.
O convênio é parte do projeto da Copel para a construção da hidrelétrica de Guaratuba, que gerará 38 MW na bacia do rio Cubatão, entre Guaratuba e São José dos Pinhais. A hidrelétrica vai reforçar o fornecimento de energia ao litoral, que desde 1971 é servido apenas pela usina Capivari-Cachoeira. A parceria com a PUC inclui, além da preservação ambiental, a criação de um parque para o aproveitamento científico da área, um verdadeiro laboratório para pesquisas biológicas e sociais.
Estudos preliminares desenvolvidos pela Copel já demonstraram que a região da usina de Guaratuba é de importância estratégica para a preservação da Floresta Atlântica. A partir dessas conclusões, a Copel modificou o projeto original, evitando a abertura de novas estradas para a construção da usina e implantando os reservatórios onde já existe ocupação humana. Assim, preservará virgem esta região da Serra do Mar, uma das mais bem conservadas da Mata Atlântica.
O presidente da Copel, Ingo Hubert, explicou que o Brasil não pode se dar ao luxo de dispensar as hidrelétricas, mas é importante fazermos nossas obras com respeito ao meio ambiente e ao meio social.
O convênio estabelece que professores, pesquisadores e estudantes da PUC, com apoio da Copel, desenvolvam estudos, pesquisas e projetos científico-tecnológicos compatíveis com a região. O reitor Euro Brandão ressaltou a necessidade de somar esforços para permitir o progresso e, ao lado disso, providenciar medidas para minimizar seus impactos. A natureza não deve impedir o progresso, deve ser usada em benefício do desenvolvimento social. Portanto, é preciso saber usá-la. A PUC quer participar com entusiasmo desse processo, que além da preservação permite o desenvolvimento de estudos da ciência biológica pura e da ciência social.
A posição do reitor foi reforçada pelo professor Clemente Juliatto, que vê na parceria não só os benefícios científicos, mas também o desenvolvimento educacional, começando por professores e alunos da PUC e passando pela educação ambiental da comunidade, já que o parque será aberto ao público e voltado para a conscientização e educação ambientais.


