Assentamento vai ser modelo, diz fazendeiro
O dono da fazenda Santa Rita, João Luiz Garcia Werneck, diz que o futuro assentamento dos sem-terra será modelo para o Brasil. A qualidade do solo é excelente e não falta água para ninguém, justifica. Foi o próprio Werneck que procurou o Incra para vender a área para fins de reforma agrária. Por isso mesmo, ele passeia tranquilamente pela propriedade em meio aos barracos dos sem-terra. É obrigação do governo resolver o drama social dessa gente, frisa.
Werneck conta que resolveu oferecer a fazenda ao Incra porque quer cuidar de novos empreendimentos no Mato Grosso e porque acha que os sem-terra devem ser olhados com mais carinho. São pessoas dispostas a trabalhar, reforça. A Fazenda Santa Rita tem 857 alqueires - 600 de lavouras e pastos - e foi adquirida pela família há 52 anos. Segundo o proprietário, o local já chegou a ter 5 mil cabeças de gado.
As negociações entre Werneck e o Incra começaram em julho e a expectativa é que a transação seja concluída até o final do ano. Vamos negociar um preço de mercado, diz. Nunca vi um assentamento com uma terra como essa, admite o membro da coordenação do MST, Ildemar da Silva. Pelos cálculos iniciais do grupo, que foi parar na Santa Rita por sorteio feito entre os sem-terra acampados às margens da BR-277, em Ibema, cada família ficará com 13 hectares. (S.S.)





