Assentamento no Aquiles cobra iluminação
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quarta-feira, 30 de julho de 1997
Adriana De Cunto 
Londrina
Dorico da SilvaSem luzOs postes da Copel no chão: à espera do trabalho da PrefeituraFamílias do assentamento Jardim dos Campos, localizado nos fundos do conjunto Aquiles Stenghel (zona norte de Londrina), estão reivindicando a instalação de iluminação elétrica no local onde 117 barracos foram erguidos.
Ontem, pela manhã, moradores - na maioria mulheres e crianças - se reuniram para protestar contra a demora. Eles reclamam que a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) já deixou seis postes de luz no assentamento, mas que ainda não os instalou porque a Prefeitura de Londrina não determinou o local das ruas.
A dona-de-casa Rosemeire dos Santos, 26 anos, diz que as 117 famílias não moram no trecho do assentamento localizado em um fundo de vale e, por isso, já teriam recebido a resposta da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) de que poderiam permanecer ali. A Copel já liberou os postes há um mês e até agora nada de a Prefeitura marcar o terreno, reclama a dona-de-casa.
Rosemeire dos Santos lembra que à noite, sem energia elétrica, as famílias têm que usar velas para iluminar as casas. As crianças vivem se machucando com velas e até pegou fogo em um barraco, informa a dona-de-casa. Rosemeire ressalta que todas as famílias já foram cadastradas pela Copel para receber eletricidade.
Cilene Franco Rodrigues, 16 anos, reclama que, além de luz, as famílias também sofrem com falta de água. O assentamento possui apenas duas ligações comunitárias que, segundo os moradores, são insuficientes para suprir a comunidade. Aqui falta água, falta luz, tem gente doente, mulheres grávidas, reclama a garoto. Todo mundo aqui está sofrendo com isso, ela acrescenta.
Cansados de esperar pelo trabalho da Prefeitura, os moradores ameaçaram ontem de manhã parar os ônibus do transporte coletivo urbano que servem ao conjunto Aquiles Stenghel e ir até a Prefeitura realizar um grande protesto.
Mas eles resolveram suspender a ameaça depois que a diretoria da Cohab avisou que técnicos iriam ao local, no período da tarde, levantar a situação dos moradores.
Procurado pela reportagem da Folha, ontem no início da tarde, o diretor-presidente da Companhia, Wilson Mandelli, disse que gostaria de tomar conhecimento da situação para depois falar à imprensa.
O secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, explicou ontem que, antes de a Prefeitura fazer qualquer serviço, é necessário que a Cohab solicite o trabalho e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) faça o estudo técnico. Sem isso, não podemos iniciar os trabalhos, alega o secretário.


