Paulo WolfgangAssistência no campoA assinatura do convênio entre a Prefeitura e a Cooperativa da Reforma Agrária do Paraná: auxílio técnico nos assentamentosAs famílias assentadas na região de Londrina passarão a contar com assistência de três técnicos cedidos pela Prefeitura. Ontem de manhã foi assinado convênio entre o município e a Cooperativa de Reforma Agrária do Paraná (CRA-PR). A cooperativa terá que elaborar projeto sobre as metas a serem atingidas e relatórios bimestrais, prestando contas à Secretaria Municipal de Agricultura.
O convênio foi assinado pelo presidente da recém-criada Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa, Renato Reinehr. Segundo ele, serão beneficiados os assentamentos no distrito de Lerroville (Pó de Serra e Pari-Paró) e em Tamarana (Mandassaia, Água de Prata e Serraria). Ao todo, segundo ele, os assentamentos reúnem quase 200 famílias.
Integrante da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Damasceno informou que outras áreas ocupadas por sem-terra, que estão em fase de legalização - como o complexo Apucarana Grande, onde há 390 famílias - também vão receber a assistência técnica. ‘‘O agrônomo é o grande clínico geral para os sem-terra’’, afirma Damasceno.
Segundo ele, em breve os assentados vão contar com um agrônomo que será cedido pelo Governo Federal através do projeto Lumiar. Além das orientações sobre plantio, correção do solo e demais técnicas, os assentados - conforme Damasceno - precisam de informações sobre questões básicas. ‘‘Até mesmo sobre saúde e higiene’’, diz o líder do MST.
Fazer com que os assentados produzam, inicialmente, o básico para sua alimentação é um dos pontos considerados importantes pela coordenação estadual do MST. Nos assentamentos mais antigos, segundo informa Damasceno, estão sendo cultivados milho, soja e trigo. Também há horticultura.

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