Agricultores da Fazenda Anoni, em Marmeleiro (7 quilômetros a leste de Francisco Beltrão), realizaram um encontro na frente da prefeitura para reivindicar junto às autoridades uma solução para o impasse entre o governo federal e o proprietário da área, que persiste desde 1983, quando ela foi ocupada. Cerca de 500 agricultores participaram do ato, que reuniu vereadores, prefeitos, lideranças comunitárias e a superintendente do Incra no Paraná, Maria de Oliveira.
A Fazenda Anoni tem uma área de 4.750 hectares e 474 famílias de agricultores assentados. O movimento reivindica a legalização da área, a imissão de posse aos agricultores, liberação de crédito, liberação de recursos para custeio agrícola e assistência técnica. ‘‘Nos últimos quatro anos o município tomou medidas paliativas como auxílio em sementes e calcário.
Hoje, há uma intermediação da prefeitura na negociação com o governo Federal, Incra e o proprietário da área, Bolivar Anoni’’, comentou o prefeito de Marmeleiro, Jairo Bandeira (PPB). ‘‘A fazenda não pode ser desapropriada, pois em 83 foi considerada empresa rural e cabe, neste caso, a compra da área pelo Incra’’, informou Bandeira.
A superintendente do Incra, Maria de Oliveira, declarou que o órgão não tem nada a fazer porque o processo está na Vara Federal, em Cascavel. Na última semana, reuniram-se em Brasília o subprocurador geral da União, Valter Barletta, procurador geral do Incra, Sebastião Azevedo, e procurador geral do Incra no Paraná, Nirclézio Zabott, com o objetivo de buscar informações para fixar um preço para as propriedades conjuntas da Anoni no Paraná e Rio Grande do Sul. ‘‘O preço é o maior problema na negociação da Fazenda’’, finalizou Maria de Oliveira.

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