Assentados mantêm agência do BB fechada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de dezembro de 1997
Gerson da Luz Souza 
Especial para a Folha
A agência do Banco do Brasil em Catanduvas (37 km a leste de Cascavel), tomada por agricultores ligados ao Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) segunda-feira à tarde, permaneceu fechada ontem. Os agricultores impediram a reabertura da agência, à espera de dirigentes do Incra e do banco, que não apareceram.
Os agricultores exigem negociação com o Incra e com o banco para a liberação de recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), solicitados há um ano para custear a agricultura. O dinheiro não foi liberado por falta de enquadramento, pelo Incra, sobre a situação do assentamento, que fica nas fazendas Caldato e Babinski, em Ibema (24 km a oeste de Cascavel). A área foi declarada como de domínio da União pela Justiça e está à disposição do Incra.
A Folha tentou insistentemente fazer contato com a superintendente regional do Incra no Paraná, Maria de Oliveira, através do seu celular, mas a agenda de recados do telefone estava cheia. Em Cascavel e em Curitiba, funcionários do Incra não souberam informar sobre a situação.
Os comerciantes começam a se revoltar com a interrupção do atendimento na agência. Segundo presidente da Associação Comercial e Industrial de Catanduvas, o movimento dos agricultores está atrapalhando o comércio e a movimentação financeira na cidade. Eles tiveram uma reunião ontem à tarde, que seu prolongou até o início da noite, onde pretendiam discutir o problema.


