A assembléia que decidiu pela greve dos policiais civis serviu de palco para o retorno à cena de dois delegados denunciados por supostas ligações com o crime organizado durante a passagem pelo Estado da CPI do Narcotráfico, em março. João Ricardo Képes Noronha, ex-delegado-geral da Polícia Civil, e Mário Ramos, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), participaram da votação.
Único dos participantes a trajar terno, Noronha – presidente da associação de delegados, que não aderiu à greve – integrou a mesa diretiva e discursou, prestando apoio ‘‘irrestrito’’ aos policiais. Foi aplaudido de pé. Mais discreto, Ramos, sentou-se ao fundo do Clube Vasco da Gama, onde ocorreu a assembléia, e evitou fotos.
Noronha disse que, durante o período em que comandou a polícia, redigiu um documento de apoio às reivindicações que agora resultaram na paralisação. Criticou o governo estadual, que ‘‘trata de forma diferenciada’’ policiais civis e militares. Também se declarou inocente das acusações feitas na CPI. O secretário de Segurança, José Tavares, evitou polemizar. ‘‘Ele é livre para participar do que quiser.’’
A assembléia também foi utilizada para a campanha do candidato do PT à Prefeitura de Curitiba, Ângelo Vanhoni. Alguns participantes usavam bottons e distribuiam adesivos do candidato. (V.D.)

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