Assembléia reuniu pouco mais de 200 na UEL
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quarta-feira, 26 de julho de 2000
Lino Ramos De Londrina 
Professores e alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram ontem à tarde em assembléia permanecer em estado de greve e promover um amplo debate sobre o sistema de autonomia adotado pela reitoria da instituição. foi uma assembléia com pouco mais de 200 pessoas e sem a participação dos diretores do Sindicato dos Servidores e Técnicos da UEL (Assuel), representante dos servidores, além do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde (SinSaúde), representante dos servidores do Hospital Universitário e Hospital de Clínicas.
O presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol) Cesar Caggiano dos Santos, disse que a proposta é fazer com que a reitoria retome as negociações sobre 14 itens da pauta que não foram atendidos durante a greve realizada no mês passado. De acordo com o professor Kennedy Piau, membro do Comando Unificado de Greve, hoje só existe um contrato de gestão entre o governo do Estado e a UEL e a proposta é promover o debate sobre a autonomia universitária.
César dos Santos acusou o SinSaúde e a Assuel de trabalharem numa linha mais próxima a administração da universidade, que teria trabalhado para quebrar o movimento grevista, que durou 26 dias e terminou no dia sete. Santos disse ainda que a assembléia teve a participação de funcionários da saúde e da universidade.
Durante a assembléia de ontem foi definida uma moção de repúdio a prisão de um aluno e um sindicalista durante o vestibular de inverno, por causa da ditribuição de um manifesto em defesa do ensino público gratuito. Segundo o professor Kennedy Piau, membro do Comando Unificado de Greve, o movimento também vai pedir a reitoria que desista das quatro ações judiciais que está movendo contra as entidades que participaram da greve do início do mês.
Piau disse ainda que a Assuel e o SinSaúde não estão participando do estado de greve, mas evitou falar em um raxa no movimento universitário. Caso as negociações com a reitoria não avançem, Kennedy Piau entende que uma nova paralisação pode ser definida em assembléia.


