Assembléia reúne 3 mil PMs em Londrina
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Lino Ramos De Londrina 
O chefe do Estado-Maior da Polícia Militar (PM) do Paraná, Sanderson Diotalevi, disse ontem, em Londrina, que o governo do Estado vai corrigir as distorções no salário dos policiais militares. Todas as distorções salariais serão corrigidas, é uma questão de justiça, garantiu. Diotalevi representou o governo em uma assembléia no ginásio de Esportes Moringão, onde participaram mais de três mil pessoas de todo Estado entre militares e esposas de policiais.
Segundo a relações públicas da Associação dos Policiais Militares de Londrina, Maria Conceição dos Santos, foi a primeira vez na história que os PMs do Paraná se reuniram em assembléia. Entidades representantes dos policias ameaçavam promover uma greve de fome em frente ao Palácio Iguaçu e uma operação padrão na rotina da PM. A assembléia também foi organizada pela Sociedade dos Subtenentes e Sargentos do Paraná.
A principal reivindicação dos militares é a correção das perdas (cerca de 80%) sobre a Gratificação PM Especial que atualmente incide apenas sobre o soldo a menor parte do salário do policial. Levantamento apresentado pelo tenente da reserva, João Mariano Dias, revela que o soldado deixa de receber mensalmente R$ 235, enquanto um primeiro-tenente perde mensalmente R$ 841. As perdas representam em média 36% dos salários. Vamos dar um voto de confiança ao governo, estamos negociando desde 96 e nunca havíamos conseguido nada, afirmou. A corporação também reivindica o reestabelecimento do quinquênio e a criação de um plano de saúde para os militares.
Para a vice-presidente da Associação dos Policiais, Elair Gonçalves Beletti, a proposta apresentada por Sanderson Diotalevi foi recebida com reservas. A proposta agradou em termos. Mesmo que não sejam retiradas as ações judiciais contra o governo, houve a promessa de implantar a gratificação na folha de fevereiro. Mas queremos que essa promessa seja documentada, afirmou. Elair Beletti disse ainda que no dia 20 de outubro os militares farão nova assembléia, prazo dado ao governo para que a proposta seja regulamentada.
O chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, disse que o Governo está disposto a atender as solicitações dos policiais militares e vai manter um grupo de estudos para analisar as reivindicações. Mas ele preferiu não comentar se em fevereiro os policiais já estarão recebendo as gratificações de maneira corrigida. O procurador-geral do estado, Joel Coimbra, lembrou que existem diferentes interpretações judiciais sobre as gratificações e o governo irá agir de acordo com a lei. A matéria é complexa e vem de governos anteriores, vamos fazer uma análise criteriosa, garantiu. Até agora apenas 552 militares que ingressaram na Justiça conseguiram receber as perdas com a Gratificação Especial.


