A Assembléia Legislativa vai votar em regime de urgência, na próxima semana, a revogação do decreto que instituiu o teste seletivo nas regras da eleição para diretores das escolas estaduais. A decisão foi tomada ontem em audiência pública com deputados, representantes da APP-Sindicato e das Associações de Pais e Mestres (APM). Os professores querem a aprovação do projeto de lei 332, que estabelece eleição direta para diretores.
Com a revogação do decreto, a intenção é invalidar o teste realizado no dia 26 de agosto. ''O decreto é incostitucional porque dá à Secretaria de Educação poderes para afastar os eleitos'', disse o deputado Angelo Vanhoni (PT). Ele explicou que o peso dos votos dos representantes do núcleo de educação é maior do que dos pais, alunos, professores e funcionários das escolas.
Para a APP, o teste seletivo não teve critérios de avaliação. Conforme o sindicato, depois de terminada a prova é que a secretaria informou o peso das questões. ''Aquelas que a maioria acertou valeram menos. O que a secretária (Alcyone Saliba) quis foi eleger pessoas vinculadas a ela'', disse a presidente do Núcleo Sindical de Curitiba e região, Maria Helena Guarezi.
A secretária de Educação Alcyone Saliba rebateu as acusações. ''Posso processar essas pessoas por calúnia e difamação. O decreto é constitucional e foi avaliado pela assessoria jurídica do governo. Além disso, a Constituição dá direito ao Executivo de indicar os diretores, sem eleição'', disse. Ela afirmou ser legítima a prova de conhecimentos. ''O peso das questões é diferenciado porque o que é mais difícil vale mais'', afirmou.

mockup