Assembléia na UEM mantém paralisação
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terça-feira, 06 de novembro de 2001
Lucinéia Parra<br>De Maringá 
Em assembléia realizada ontem de manhã no Restaurante Universitário do campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), os servidores decidiram manter a greve que completa hoje 50 dias. Ontem, o comando de greve distribuiu uma nota oficial repudiando a atitude do governo estadual de exigir o retorno às atividades em função do pagamento dos salários de setembro e outubro.
''O pagamento desses vencimentos não constitui prova de boa vontade ou de abertura de diálogo, mas simples obediência a determinações judiciais favoráveis ao movimento baseadas no direito de greve, garantido pela Constituição'', diz um trecho da nota. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Márcio Mendes Rocha, uma comissão de representantes da comunidade local está tentando marcar uma reunião com o governo para forçar a abertura de diálogo. ''Mas por enquanto não tem uma data definida da reunião'', disse.
Com a greve da UEM, os comerciantes das imediações do campus universitário, começam a entrar em desespero pela falta de clientela. ''Estou amargando um prejuízo de R$ 6 mil por mês com despesas de água, luz, aluguel e funcionários'', desabafa Clarice Fugisihima.
Ela tem uma lanchonete na frente de um dos portões do campus que servia diariamente almoço para os estudantes. À tarde e à noite o movimento era maior na venda de lanches e porções. ''Agora os estudantes sumiram e as vendas despencaram'', lamenta. Gabriel Toscano também tem uma lanchonete na frente da UEM e não sabe como vai quitar os compromissos. ''O movimento caiu mais de 60% e com o final de ano chegando, a tendência é a situação piorar ainda mais'', disse. Toscano estava torcendo para que a greve fosse suspensa ontem, mas agora não vê perspectiva dos servidores retornarem tão cedo às atividades. ''Acho que a greve continua por mais um mês'', estimou.


