Assembléia mostra 'racha' e hospitais continuam parados
Os servidores do Hospital Universitário e Hospital das Clínicas de Londrina decidiram em assembléia ontem de manhã continuar a greve que já dura uma semana. Até chegarem a esse resultado houve muita discussão, vaias e aplausos. O motivo do tumulto foi a falta de consenso dentro do próprio sindicato. A presidente Ana Maria da Cruz confirmou o racha na diretoria e defendeu publicamente a volta ao trabalho com continuidade das negociações.
O desconto dos dias parados não é o único temor de Ana Maria. Para ela, as ameaças devem aumentar e a população é quem mais vai sentir isso. Conforme nota da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o governo não cogita qualquer aumento de salário para a categoria; propõe, entre outros itens, reajuste de R$ 30 para R$ 50 do vale-refeição para funcionários que recebem até dois salários mínimos; pagamento parcelado das horas extras acumuladas em três vezes a partir de julho e confirma regulamentação imediata do artigo 23 do Plano de Cargos, Carreira e Salário (PCCS).
Considero o pagamento das horas extras e a regulamentação do artigo 23 do PCCS uma conquista e a possibilidade de novas discussões, justificou a presidente do SinSaúde (Sindicato dos trabalhadores em estabelecimentos de saúde de Londrina). A auxiliar de enfermagem do HC, Helena Melo de Lima, tem opinião contrária. Para ela, a proposta do governo sobre elevação de nível só vai beneficiar 10% dos funcionários que têm menos de 10 anos de trabalho. Na verdade, eu não acredito que vamos receber aumento, resumiu. A auxiliar de limpeza do HU, Iracema de Oliveira Soares, acredita que vale a pena continuar com o movimento, mesmo que isso custe o desconto dos dias parados. O que o governo está oferecendo é apenas a devolução do que já havíamos conseguido.





