Marcelo AlmeidaProfessores são homenageados por deputados: reconhecimento pelos 50 anos do maior sindicato classista do ParanáA Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) comemora 50 anos no próximo dia 26. O maior sindicato do Paraná e o quarto maior do País, representando 40 mil professores de 3 mil escolas, terá uma semana inteira de comemorações.
Na terça-feira foi inaugurada a biblioteca do sindicato e uma exposição de fotografias sobre a história da entidade e do magistério paranaense. Ontem uma sessão solene na Assembléia Legislativa marcou a data.
A entidade tem 24 núcleos espalhados em regiões de todo o Estado. ‘‘Não só a educação, como o trabalho infantil, a questão da mulher e a questão racial são frenquentemente debatidos pelos sindicalistas’’, conta o presidente da APP, Romeu Gomes de Miranda.
As comemorações de aniversário devem lembrar as principais datas da categoria. O episódio mais marcante para os professores foi o acontecimento ocorrido em 30 de agosto de 1988. ‘‘A mando do ex-governador Álvaro Dias, os professores foram violentamente expulsos pela guarda de choque de uma manifestação em frente ao Palácio do Iguaçu’’, recorda Miranda.
Além dessa data, os professores lembram que o governo Álvaro Dias foi o pior em muitos anos. ‘‘Perdemos a conquista dos três salários mínimos para o piso dos professores da rede pública. Só agora, nove anos depois, conseguimos recuperar o piso’’, afirma o presidente da APP-Sindicato.
Em 1968, durante o governo Ney Braga, os professores lembram de um operação-tartaruga, para fugir da repressão foi necessário uma greve que ficou conhecida como Congresso do Magistério.
A APP-Sindicato tem, segundo seus dirigentes, orientação política classista e defende mudanças estruturais no ensino público e na economia do País. Este ano os professores tentam conquistar o pagamento da hora-atividade e a reposição salarial das perdas ocorridas nos três últimos governos.

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