Assembléia discute sistema de voto
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quarta-feira, 23 de maio de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Estudantes, funcionários e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estiveram reunidos, na manhã de ontem, em uma assembléia realizada no pátio do Restaurante Universitário (RU), com o objetivo de discutir o sistema adotado nas eleições internas. Segundo os manifestantes, alguns professores, com apoio da atual reitoria, querem acabar com o voto paritário, para instituir um sistema de votação no qual o docente deterá 70% do peso do voto.
Segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários da UEL (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento, todos os Centros de Estudos já tiveram reuniões aprovando o novo sistema. ''Com o novo sistema os funcionários e estudantes só terão 15% do peso do voto na eleição para reitor ou diretoria dos centros. Isso é um sistema anti-democrático, queremos ter opinião também''.
De acordo com o artigo 56 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, os docentes devem ocupar 70% dos assentos em cada órgão colegiado e comissão e para o sindicato. Nascimento defende estar havendo uma ''interpretação errônea'' do artigo por parte da reitoria. ''Não é o sistema que deve ser mudado. O que deve ocorrer é que 70% dos professores deverão compor o colegiado, que fica responsável pela elaboração do sistema de votação, não da votação propriamente dita'', explicou.
O reitor da universidade, Wilmar Marçal, informou que a proposta de mudança no sistema de representatividade nas eleições internas da UEL não foi formalizada junto ao Conselho Universitário e também não partiu da administração da instituição. ''Há cerca de dois meses, em uma reunião do CU que votava a obrigatoriedade do título de doutor para os cargos de reitor e vice, grupos isolados sugeriram a discussão sobre a questão paritária. Mas nada ficou decidido e nem formalizado, portanto a manifestação me parece ingenuidade.''
Outro ponto discutido na assembléia foi a condição de trabalho dos professores. Segundo a presidente do Sindicato dos Professores (Sindiprol), Inês Almeida, além do salário baixo, os docentes têm enfrentado ''sobrecarga'' de funções. Segundo afirma, nos últimos três anos, cerca de 650 professores da rede pública de Londrina e região migraram para as instituições particulares em busca de melhores salários.
O reitor revelou que foi enviado um ofício pedindo um abono salarial no valor de R$ 900 para os professores das instituições de ensino superior do Estado. ''Todos os reitores e dirigentes das faculdades públicas assinaram esse documento que foi enviado ao governador, através da Casa Civil. O que queremos é diminuir a diferença do valor do piso salarial dos técnicos-administrativos, que é de R$ 1,8m mil, com o dos professores, que atualmente é de R$ 960''. (Colaborou Guilherme Borges)


