A questão salarial e o corte no repasse da contribuição sindical para a Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato). Estes são alguns dos assuntos a serem discutidos durante assembléia da categoria, que será realizada amanhã, a partir das 8h30, no teatro Filadélfia (área central de Londrina). Durante o encontro, a categoria pretende tirar propostas para pressionar o governo estadual a atender as reivindicações.
Segundo o presidente estadual da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, os salários dos professores estão defasados. ‘‘Apesar do governador Jaime Lerner anunciar que já deu 130% de aumento, na verdade só recebemos 37% durante seu governo’’, afirma. Para exemplificar, ele cita que um professor primário ganha R$ 253,00 para cumprir 20 horas semanais.
A entidade luta pela recuperação das perdas salarias dos dois últimos governos, o que dá em torno de 250%. ‘‘Mas não queremos esta porcentagem de uma vez só. Queremos que o governo apresente uma proposta de pagar ao longo de seu mandato’’, observa Miranda.
Durante a assembléia serão discutidas quais medidas podem ser tomadas com relação ao corte no repasse da contribuição. Romeu Miranda explica que a contribuição é descontada na folha de pagamento, mas isto não vem ocorrendo há três meses. A contribuição sindical é a principal forma de sustentação da entidade - mensalmente eram recolhidos cerca de R$ 300 mil.
Segundo o presidente da APP-sindicato, o corte do repasse foi uma retaliação política do governador por causa da oposição que a entidade vem fazendo. O pagamento da hora-atividade é outro assunto a ser discutido durante a assembléia.
Hoje, a partir das 17h30, no Calçadão (área central), a APP-Sindicato estará realizando uma manifestação. O objetivo é mostrar à população os problemas enfrentados pelos professores. Segundo a entidade, são cerca de 90 mil professores no Estado, entre ativos e aposentados.

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