Assembleia decidirá sobre greve
Mesmo sem saber como faria para cuidar dos netos, a costureira Luciene Cristiano de Matos apoiou a greve dos 29 funcionários do Centro de Educação Infantil (CEI) Padre Boaventura, no Jardim São Lourenço (Zona Sul). ''Minha filha também estudou aqui, esta creche é uma benção, mas eles precisam receber para trabalhar'', comentou Luciene, que tem três netos estudando no local.
De acordo com a coordenadora do CEI, Raquel Félix Rypcak, os funcionários não receberam os dias trabalhados de dezembro nem o dinheiro das férias coletivas, e estão apenas esperando a resolução do impasse para retomar o trabalho. ''Está tudo pronto, conteúdo pedagógico e limpeza, só esperando os alunos.''
Durante reunião entre professores, sindicato e mantenedores do CEI, anteontem, o tesoureiro da instituição afirmou que não há dinheiro em caixa para o pagamento, pois a verba repassada pela Secretaria de Educação foi utilizada para cobrir pagamentos atrasados. A prefeitura informou que sempre repassa corretamente todos os valores à creche e que o ano passado foi fechado conforme o planejado.
Os funcionários reclamam também da presidente da instituição, que se mudou para Natal (RN). Segundo o conselheiro fiscal do Sinpro, Daniel Ueda, nova assembleia será realizada amanhã, às 15 horas, para decidir sobre a continuidade ou não da paralisação que, a princícipio, duraria três dias. ''O tesoureiro da entidade está buscando novos parceiros para acertar a conta, que é de R$ 27 mil.'' (M.G.)





