Uma assembléia entre professores e funcionários decidiu pela continuidade da paralisação na Faculdade de Ciências Humanas de Francisco Beltrão (Facibel). As reivindicações do movimento são a incorporação da Facibel à Unioeste e a liberação de recursos de R$ 400 mil para o pagamento dos salários atrasados dos professores e funcionários. O segundo item, de acordo com um dos coordenadores da paralisação, professor João Andrade, será liberado a partir do mês de julho em quatro pagamentos. ‘‘Mas este auxílio não resolve o problema da Facibel’’, ressaltou.
Conforme Andrade, o governo não deu nenhuma sinalização a respeito da incorporação. Segundo o professor, o protocolo de intenções assinado em Curitiba, no 3º Alerta Sudoeste, para que a instituição se torne um pólo tecnológico é uma maneira dele dizer não à proposta.
‘‘A entidade não pode caminhar em sentidos antagônicos’’, comentou. ‘‘Mas esta medida não satisfaz a comunidade acadêmica, professores e funcionários’’, analisa. ‘‘A bandeira da entidade é pela gratuidade do ensino, o que não irá acontecer caso se concretize o Pólo Tecnológico’’.
Os 950 alunos da Facibel fizeram ontem uma assembléia para avaliar a situação. Para o presidente do Centro Acadêmico, Jocemar Madruga, a incorporação é meramente política, que só vai ser resolvida depois de uma definição partidária do governador Jaime Lerner.

mockup