Assembléia cobra solução para invasões
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Israel Reinstein 
A Comissão dos Mananciais da Região Metropolitana de Curitiba da Assembléia Legislativa vai exigir do governo estadual agilidade na resolução das invasões de mananciais. Ontem, os deputados que compõem a comissão ouviram diretores da Coordenação Metropolitana de Curitiba (Comec) e da Sanepar sobre este problema. Por enquanto, existe muita teoria é pouca ação para evitar a formação de novas áreas de ocupação e preservação dos mananciais, afirma o deputado Algaci Túlio (PTB).
De acordo com dados apresentados pela Comec, cerca de 9 mil habitações foram construídas nos terrenos que margeiam os rios, que abastecem a região metropolitana. A estimativa é mais de 50 mil pessoas vivem nos mananciais. Estas pessoas vivem em áreas de críticas e por isso devem ser reassentadas para melhores locais, critica o deputado Neivo Beraldin (PSDB).
Segundo o deputado, o resultado dessa ocupação é a degradação da qualidade da água a ser captada. A Sanepar informou aos deputados que o rio Palmital, que que forma o sistema de abastecimento de Curitiba, hoje está morto. O rio Palmital cruza o município de Colombo. Se esta situação semantiver, cada vez mais terá que se gastar mais para captar água, diz.
Uma projeção pessimista da Sanepar aponta que, no período de cinco a dez anos, Curitiba terá que captar água na fronteira de Campo Magro e Campo Largo, porque os rios que cortam a cidade estarão demasiadamente poluídos.
De acordo com a direção da Comec, o governo estarual já está trabalhanod para reverter este trabalho. Hoje, a instituição realiza uma nova reunião do Conselho Gestor de Mananciais, que vai discutir o plano de uso de solo para os municípios de Pinhais e Piraquara. Estas duas cidades são consideradas pela Comec como as mais críticas. Por isso, a instituição espera a ajuda dessas prefeituras para limpar os rios.
Mas para o deputado Algaci Túlio é preciso ser mais enérgicos. No próximo ano, começa a disputa eleitoral nos municípios. Com este processo, alguns candidatos a prefeitos acabam incentivando as invasões, alerta.


