Curitiba - A Assembléia Legislativa do Paraná aprovou ontem, por unanimidade, a mensagem do governador Jaime Lerner (PFL) que concede reajuste entre 13,5% e 50% para os professores e funcionários técnico-administrativos das universidades estaduais. A proposta do governo prevê remanejamento de R$ 35 milhões (já previstos no orçamento das universidades para este ano) para reajustar os salários nas seis universidades. O reajuste, segundo o Palácio Iguaçu, passa a valer ainda neste mês.
O dinheiro adicional será remanejado de outras despesas das próprias universidades, de acordo com o líder do governo, deputado Durval Amaral (PFL). Os gastos com pessoal não devem ultrapassar os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 49% da receita para o Poder Executivo.
O Palácio Iguaçu concordou em conceder os reajustes para acabar com uma greve que já durava 169 dias nas universidades de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste). A paralisação terminou há cerca de um mês, mas a mensagem chegou somente ontem à Assembléia.
Para não atrasar o pagamento do reajuste, o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), determinou a realização de sessões extraordinárias. A pedido da liderança do governo, o plenário foi transformado em comissão geral, liquidando ontem mesmo a votação da matéria. O texto segue agora para a sanção do governador.
O acordo firmado com o comando de greve estabelece que o governo não tomará medidas administrativas ou judiciais contra os participantes do movimento grevista, inclusive arquivando os processos administrativos instaurados.

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