Professores e funcionários de escolas públicas estaduais decidiram ontem entrar em greve geral por tempo indeterminado a partir do próximo dia 23.
As duas categorias também definiram que de quarta-feira até o dia 22 haverá greve parcial, com aulas somente até o período do intervalo.
Para o dia 11, quinta-feira, está marcada uma mobilização dos professores e funcionários pelos direitos humanos, no Plenarinho da Assembléia Legislativa.
Todas essas decisões foram tomadas durante uma assembléia geral que reuniu mais de três mil pessoas, no Ginásio do Círculo Militar do Paraná, em Curitiba.
As principais reivindicações das categorias são o reajuste salarial de 41,14%, a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), e o pagamento da hora-atividade.
A hora-atividade é o período em que os professores preparam as atividades escolares e corrigem provas e trabalhos dos alunos, fora das salas de aula.
Quando chegaram ontem para participar da assembléia geral, os professores e funcionários das escolas públicas já estavam decididos quanto à realização da greve.
Faltava, entretanto, definir a data da paralisação e o plano de ação durante a greve. Durante toda a manhã aconteceram votações e os trabalhadores ficaram dividida entre as propostas.
Entre as alternativas propostas, uma era a de aguardar até o dia 11, quinta-feira, para ouvir as propostas da secretária estadual da Educação, Alcyone Saliba, que convocou os professores para uma negociação. Nesse caso, a greve teria início no dia 12, sexta-feira.
‘‘Teremos o encontro com a secretária no dia 11, mas independente do resultado, a greve geral já está definida para começar no dia 23’’, informou a presidente do Núcleo Sindical de Curitiba do Sindicato dos Professores e Trabalhadores nas Escolas Públicas do Estado (APP-Sindicato), Maria Helena Guarezi.
No dia 7 de abril as duas categorias realizaram um dia de paralisação. A greve de advertência, que parou 90% das escolas em todo o Estado, serviu de alerta ao governo.
Segundo o presidente da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, ‘‘o governo teve exatamente um mês para agir e não fez absolutamente nada’’.

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