O juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, Sérgio Alves Gomes, procurou a Folha ontem para esclarecer alguns dados sobre o depoimento da dona-de-casa Vilma Gonçalves Zanirato, divulgado ontem na primeira reportagem da série sobre a violência e criminalidade.
Ao contrário do que disse Vilma Zanirato, o juiz garante que dois acusados pelo assassinato do marido dela - Luiz Roberto, em julho de 96 - foram presos, julgados e condenados.
Segundo o juiz, a sentença foi proferida por ele em 23 de janeiro deste ano. José Francisco de Jesus e Glauber Alvin Dias foram condenados a 24 anos de reclusão cada um. O advogado de Glauber Dias, que está preso em um distrito da Polícia Civil em Londrina, recorreu da sentença. José Francisco de Jesus está foragido desde novembro de 96, quando conseguiu escapar de um distrito policial da Cidade.
Também o delegado-adjunto da 10ªSubdivisão da Polícia Civil em Londrina, Wanderci Corral Fernandes, fez contato com a Folha para mudar a versão original de uma entrevista concedida por ele em 13 de setembro de 1983, e repetida na reportagem de ontem. ‘‘A saída é cada londrinense se cuidar como puder’’, dizia Fernandes em 83, em resposta ao aumento da criminalidade em Londrina. A afirma foi transcrita na reportagem para transmitir a idéia de que já naquela época a Cidade se assustava com o elevado número de crimes.
Na época, ele não contestou o teor da afirmação. Agora, ele argumenta que pode ter havido má interpretação do repórter, embora não lembre direito de detalhes do que disse naquela entrevista. ‘‘Mas, certamente, não era tirar da polícia a responsabilidade pela segurança pública’’, disse ontem o delegado-adjunto da 10ª SDP. ‘‘O que eu devo ter querido dizer - e posso ter sido mal interpretado - é que cada pessoa deve se cuidar, no sentido de não facilitar a ação dos marginais.’’

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