Londrina
O delegado Jorge Barbosa ouviu ontem à tarde três pessoas que teriam visto o assassino do empresário Júlio César Marino na segunda e quarta-feira, dias que antecederam a data do crime. Marino foi morto dentro de casa, na quinta-feira passada, com quatro tiros. O assassino foi reconhecido pelo retrato falado que a polícia apresentou à imprensa. As testemunhas contaram que o assassino, nas duas vezes que foi visto no local, ficava parado na esquina das ruas Farrapos e Belo Horizonte, a aproximadamente 20 metros da casa de Marino. ‘‘Ele chegava até a sentar na calçada e mostrava tranquilidade. Na quarta-feira esta pessoa chegou a perguntar para mim um endereço que não existia na rua’’, revelou uma das testemunhas à polícia.
As três pessoas que prestaram depoimento afirmaram que o assassino usava um bigode fino. No dia do crime, uma testemunha repetiu a mesma versão. Porém, na sessão de hipnose realizada pela Criminalística para a confecção do retrato falado, este detalhe não foi confirmado. O caseiro Nelson Silva (que foi ferido na perna pelo assassino) e uma empregada de Marino foram submetidos a regressão hipnótica para descrever as feições do criminoso.
Jorge Barbosa e o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, disseram que as investigações se baseiam na hipótese de vingança e não possuem pistas do criminoso. Fernandes telefonou para o delegado Antônio Jugles dos Santos, da Delegacia de Homicídios de Curitiba. Jugles investiga o assassinato - ocorrido em 1996 - de Cesar Alencar Escarate, diretor financeiro da Cotam, uma das empresas de Júlio Marino. O executivo foi morto a tiros em um estacionamento e até hoje o crime continua insolúvel.
Wanderci Corral Fernandes quer saber se os dois crimes têm ligação. ‘‘Eu e o delegado Jugles vamos trocar figurinhas e, quem sabe, chegamos ao criminoso’’, afirmou.

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