Assassino é julgado pela segunda vez
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quarta-feira, 06 de setembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
No próximo dia 14, o Tribunal do Juri do Fórum de Londrina deverá ser reunido para julgar pela segunda vez o mesmo crime. Trata-se do assassinato do estudante Christian Moretto e das tentativas de homicídio contra Charles Rober da Silva e Edenilso Rodrigues Silva. Os crimes, registrados em julho de 1996, já haviam ido a julgamento em novembro de 2002 mas a defesa do réu Rubens Mendes Queiroz conseguiu a anulação da sentença de 23 anos de prisão. O irmão de Rubens, Joel Mendes Queiroz, que respondia em liberdade como co-autor dos crimes, morreu.
Rubens já cumpre pena de 16 anos de prisão na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) desde janeiro de 2001 pelo assassinato da esposa, Luciana Duarte Filho, ocorrido em 1998. Cristian e as outras duas vítimas foram baleados durante uma confusão em uma lanchonete na Vila Siam (Zona Oeste) em julho de 96. O estudante de 19 anos ficou internado nove meses antes de morrer.
A mãe de Cristian, Nadir de Medeiros Pereira, 46 anos, disse que ficou ''indignada'' quando recebeu a convocação para a realização de um novo julgamento. ''Já tinha sido muito difícil da primeira vez. Se não tivesse o apoio da imprensa, não teria conseguido'', comentou. Para a promotora da 1 Vara Criminal, Susana Feitosa de Lacerda, há provas suficientes para condenar novamente o acusado.
O caso ganhou ampla repercussão em Londrina por causa da campanha feita pela mãe do estudante para que o crime fosse julgado, já que Rubens passou anos foragido. A luta de Cristian pela vida também comoveu a opinião pública.
Um dos dois advogados de defesa de Rubens, Leandro Onesti Peixoto, ressaltou que a nulidade da primeira sentença foi pedida em razão de que o réu foi defendido por defensor dativo e que apenas alguns dias antes do julgamento os atuais defensores assumiram o caso. Ele ressaltou que entrou com recurso no TJ para derrubar a prisão preventiva. Rubens estaria em vias de ser beneficiado pelo livramento condicional por já ter cumprido um sexto da pena relativa ao homicídio de sua esposa.
O advogado comentou ainda, que tem ''dúvidas de que esse (segundo) juri saia agora'' em razão da dificuldade de convocar tanto as testemunhas de acusação quanto as de defesa. Segundo ele, apenas uma das três testemunhas de acusação teriam sido intimadas. Pelo lado da defesa, das cinco testemunhas arroladas apenas duas teriam sido intimadas. O cartório da 1 Vara Criminal alegou que não poderia fornecer informações sobre as convocações porque o oficial de justiça encarregado de buscar as testemunhas não havia devolvido as intimações.


