Assassino de mototaxista continua solto
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quinta-feira, 08 de maio de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A dona de casa Maria Inácia da Silva Lopes, mãe do mototaxista Cléber Marcos da Silva Lopes, baleado no dia 29 de setembro do ano passado, cobra da polícia a solução para o assassinato. ''Ele chegou a dar nomes de pessoas que estariam ligadas ao crime, quando estava no hospital. A polícia tem todas as informações, por que não resolvem isso logo?'', reclama.
Cléber, que morava com a mãe no Conjunto Parigot de Souza (Zona Norte), levou seis tiros de arma de fogo quando foi atender uma corrida no Conjunto Chefe Newton (Zona Norte). Aos 27 anos de idade, o jovem, que deixou um filho de 7 anos, morreu depois de passar um mês e dois dias internado no Hospital Universitário (HU) de Londrina.
A mãe de Cléber dependia financeiramente do filho para manter a casa e cuidar do marido, vítima de um derrame cerebral. Hoje, ela conta com apoio de amigos do filho. ''Eu vejo passeatas pedindo solução para alguns crimes e o caso do meu filho continua assim, sem nenhuma solução, esquecido. Eu não tenho ninguém para me ajudar a reinvindicar isso. Passo o dia todo cuidando do meu marido que depende de mim para tudo. É uma dor muito grande, meu neto sente falta dele'', comentou, explicando que Cléber tinha a guarda do filho.
Ela desconfia que a morte do filho tem ligação com um antigo relacionamento. ''A morte dele foi encomendada porque o chamaram para fazer uma corrida e quando ele chegou atiraram. Não roubaram nada, até a moto ficou lá. Eu tive que vender a moto porque não tive condições de continuar pagando as prestações. Tem vezes que eu não consigo acreditar que meu filho morreu. Ele estava bem, já ia deixar o hospital quando pegou uma infecção e não resistiu'', disse.
O delegado responsável pelo caso, Antônio do Carmo, que está no 5º Distrito Policial, disse que falta ouvir uma testemunha e analisar um laudo do Instituto Médico Legal (IML). ''A questão sobre crime passional sempre foi nosso único indicativo nesse caso. Já temos um suspeito'', disse.
Questionado quanto a demora para a conclusão do inquérito, o delegado disse que a sobrecarga de trabalho nos distritos é um dos fatores que contribuem para a lentidão das ações. ''Temos quase duas centenas de inquéritos em andamento só no 5º DP. A realidade de todos os DPs é essa'', comentou.


