Júlio César Terres, acusado de ter participado do assalto que terminou com a morte do empresário Arnaldo Walter Bronzel, 61 anos, em março do ano passado, em Campo Mourão, foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão. Outro acusado de participação indireta no assalto, Wilson Alves dos Santos, o ‘‘Cara Queimada’’, pegou pena de 6 anos. As sentenças foram dadas pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Campo Mourão, Mário Carlos Carneiro.
Terres e Cara Queimada são os dois envolvidos no assalto que estão presos. Um terceiro acusado – Antônio Sabino Dutra, o ‘‘Fernando’’ – continua foragido e outros dois foram mortos. Luciano Ribeiro de Castro, principal acusado pelos dois tiros que mataram o empresário, foi morto pela polícia, em Curitiba, alguns dias depois de ter participado de uma fuga do 8º Distrito Policial. Gilberto Jonas do Nascimento, o ‘‘Beto’’, foi encontrado morto no interior de São Paulo.
O assassinato do empresário e agropecuarista Arnaldo Walter Bronzel ocorreu no dia 17 de março de 1999. Ele foi surpreendido ao sair de sua casa, no centro da cidade, por volta das 6 horas. A quadrilha o esperava do lado de fora do portão. Bronzel foi levado de volta para dentro, onde morava apenas com a mulher, e, depois, obrigado a ir até a Madeireira Bronzel, na saída para Maringá.
Bronzel foi morto com dois tiros em frente ao cofre da empresa. O empresário era de família pioneira em Campo Mourão. O pai dele foi um dos primeiros dentistas da cidade. O promotor Guilherme de Albuquerque Maranhão Sobrinho recorreu da sentença porque quer uma pena ainda maior para Terres e Cara Quemada. Os advogados de defesa dos dois também entraram com recurso, para diminuição das penas.

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