Assassinatos no mês já são o dobro de 2002
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Londrina teve mais três vítimas de assassinatos, entre ontem e anteontem, aumentando para 15 o número de homicídios ocorridos somente em 20 dias deste mês. O índice representa mais que o dobro do registrado em todo o mês de fevereiro do ano passado, quando foram assassinadas sete pessoas. Em janeiro, os homicídios também já haviam superado a estatística do ano passado: em 2002 foram 11, contra 21 deste ano. Nos dois primeiros meses de 2003 a cidade já registrou 36 assassinatos.
Anteontem à noite, perto da meia-noite, o servente de pedreiro Cesar Augusto Coelho, 19 anos, foi encontrado morto com cinco tiros dois na cabeça, dois no peito e um no braço direito. Ele estava na Rua Ana Murge (Conjunto Maria Cecília, zona norte). Segundo informações da 10 Subdivisão Policial (SDP), o rapaz tinha passagens pela polícia e seria usuário de drogas.
''Meu filho voltou de São Paulo há seis dias e estava trabalhando comigo. Como poderia estar envolvido com bandidos?'' - questionou o pedreiro Jair Caetano Bitencourt, 45 anos. Segundo ele, em São Paulo o rapaz trabalhou em um ferro-velho durante dois anos.
O pai afirmou ainda que o único problema com a polícia foi um desentendimento ocorrido em outubro de 1999. ''Naquela época, eu e meu filho reagimos a uma invasão de nossa casa. Sem qualquer mandado ou acusação formal, uns policiais entraram agredindo. Ele foi ferido com um tiro na perna e eu fui para o hospital com três costelas quebradas'', disse Bitencourt, durante o velório no Cemitério Jardim da Saudade. As cinco irmãs da vítima confirmaram a versão do pai e disseram que Cesar Coelho completaria 20 anos no próximo dia 27.
Outro homicídio aconteceu às 20h30 de anteontem, na esquina das ruas Araci Soares dos Santos e Geraldo Muniz (Jardim Santiago, zona oeste). Celso Dionísio Junior, 21 anos, foi ferido com três tiros, que atingiram cabeça, peito e pescoço. Ele chegou a ser encaminhado à Santa Casa, mas morreu antes de ser atendido. Policiais civis e militares realizaram buscas na região e colheram depoimentos, mas não identificaram os autores do crime.
A outra foi de um funileiro por espancamento, ocorrido anteontem no Hospital Universitário (veja matéria abaixo).


