Assassinatos apressam operação desarmamento
Emerson Cervi
De Curitiba
Nove homicídios em Curitiba e dois na região metropolitana no final de semana passado aceleraram a montagem de uma nova operação de desarmamento na capital. O delegado da Divisão de Investigações Criminais (DIC), Clóvis Galvão, está concluindo a organização de uma ação conjunta da Polícial Civil com a Polícia Militar, que deve acontecer nos próximos dez dias. O desarmamento de populares em regiões onde são registradas as ocorrências de homicídios é uma medida preventiva para o controle do número de assassinatos.
Apesar do grande número de ocorrências, o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios, Fauze Salmen, disse ontem que não existe uma escalada da criminalidade em Curitiba. Ele defendeu que o último final de semana foi anormal. Durante todo o feriado de Carnaval tivemos um homicídio em Curitiba, no outro final de semana não houve nenhum registro e agora foram nove, mas isso não representa uma tendência de crescimento deste tipo de crime, afirmou Salmen. Homicídio é difícil de se prever, ele pode se dar por motivos banais.
Dos nove homicídios registrados em Curitiba, um assassino foi preso em flagrante. Em outros cinco casos a polícia já possui indícios dos autores e apenas três vítimas ainda não tinham sido identificadas até o início da tarde de ontem.
Em fevereiro do ano passado, quando ocorreram seis homicídios em um fim de semana, o então secretário da Segurança Cândido Martins de Oliveira, propôs um horário para fechamento dos bares na periferia de Curitiba. O fechamento dos botecos e o desarmamento da população são as melhores medidas que podemos tomar para a prevenção dos homicídios, afirmou Fauze Salmen.
A maioria dos homicídios ocorridos neste fim de semana em Curitiba foram por motivos banais. Se não deixarmos as pessoas bebendo nos bares durante toda a noite, com certeza evitaremos muitas ocorrências, disse o delegado. Esse tipo de crime acontece normalmente próximo de casa e as famílias das vítimas sabem quais as pessoas que teriam interesse no homicídio.





