Assassinato de taxista gera revolta
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de maio de 1997
Sucursal de Curitiba 
O assassinato do taxista Nival Fernandes da Silva, de 41 anos, em Campina Grande do Sul, às 20 horas de anteontem, revoltou a categoria. Dezenas de taxistas foram ontem ao Cemitério Municipal do Boqueirão, onde o corpo estava sendo velado. Nival morreu com um tiro na nuca.
O enterro será às 9h30 de hoje no Cemitério Senhor do Bonfim em São José dos Pinhais. De acordo com o tio da vítima e também taxista Luiz Valério Narlock, o morador de um sítio em Campina Grande do Sul teria ouvido tiros e quando saiu de casa para ver o que havia acontecido, viu um táxi saindo em alta velocidade, dirigido por um homem loiro. O sitiante foi em direção de onde o carro saiu e encontrou o corpo do taxista.
Ainda não temos nada esclarecido, mas achamos tudo muito estranho porque não houve roubo de dinheiro, nem de documentos e o carro foi encontrado intacto e estacionado na Avenida Paraná, próximo ao Terminal Santa Cândida, contou Narlock.
Nival trabalhava para a empresa Teletaxi de Curitiba, onde era bem relacionado. De acordo com colegas, Nival estava em processo de separação judicial e não tinha filhos.


