Assassinato de padre tem mais dois envolvidos
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quarta-feira, 05 de junho de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Civil identificou ontem mais dois rapazes que teriam participado da organização do assalto ao padre Joaquim Raimundo Braz na noite de segunda-feira, em Matinhos, Litoral do Estado. O assalto malsucedido terminou com a morte do religioso. Sandro Ramos, 23 anos, e Denízio Rodrigues, 25 anos, foram citados pelo autor do crime, Cleverson Rosa Amorin, 22 anos, como co-autores da ação.
O delegado que investiga o caso, Vinícius José Borges Martins, indiciou somente Sandro Ramos. Foi ele quem planejou toda a ação do grupo, contou o delegado. Denízio teria apenas ouvido a conversa dos outros dois envolvidos no crime, sem se envolver na ação. Ele inclusive ajudou a polícia a convencer Sandro Ramos a se apresentar. Os dois foram ouvidos e liberados em seguida.
Hoje o estudante Cleverson Rosa Amorim, que confessou a autoria do crime na terça-feira, deve ser transferido para uma penitenciária em Curitiba. Até ontem ele estava preso na Capital, em local não divulgado pela polícia por motivos de segurança. O medo era que a população de Matinhos, revoltada com o crime, atentasse contra a vida de Cleverson.
Ao ser preso na tarde de terça-feira, Cleverson tinha no bolso de sua jaqueta uma oração em que pedia perdão por todos os pecados que pudesse ter cometido. Ele disse à polícia que costumava carregar aquela oração no bolso.
Cleverson já responde a um processo por homicídio, ocorrido há cerca de dois anos e meio. Na época ele se envolveu em uma briga e a pessoa acabou morrendo porque, ao cair, bateu a cabeça. O crime aconteceu em Curitiba e Cleverson não chegou a ser preso. A polícia também suspeita que ele esteja envolvido em assaltos a postos de combustíveis.


