Assassinato de feirante intriga a polícia
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terça-feira, 08 de julho de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O adolescente V.M., de 16 anos, se apresentou ontem ao delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Pedro Maomé Machado, e confessou que atirou no feirante Aparecido Ramos, no dia 28 de junho, no Jardim Novo Amparo (zona leste de Londrina). O feirante foi socorrido e estava internao no Hospital Universitário, onde faleceu no dia 6. Mesmo tendo assumido a autoria dos disparos, o delegado continua as investigações porque restam dúvidas se houve um homicídio simples ou latrocínio roubo seguido de morte. Segundo familiares, cerca de R$ 2 mil que estavam com a vítima não foram achados.
O menor, que trabalhava como auxiliar no entreposto do Ceasa, foi acompanhado do advogado João Menta e argumentou que tinha se desentendido com o feirante uma semana antes do crime. Segundo ele, Ramos o teria acusado de ter furtado caixas vazias de seu box e que na ocasião teria sido agredido. No dia do crime, ele encontrou o feirante no bairro e teria sido ameaçado. Como estava armado, afirmou, decidiu atirar. O adolescente negou que tenha roubado a vítima. V.M. disse que a pistola 380 que usou sumiu do local onde estava escondida um campo de futebol no bairro.
O delegado disse que a versão do menor não coincide a da mulher da vítima, cujo nome não foi divulgado. Ela contou que estava no carro com o marido e um funcionário e que o menor teria se aproximado e anunciado o assalto. Ela e o empregado desceram do veículo e se esconderam numa residência. Foi quando ouviram os dois disparos. ''Todas essas versões serão checadas e outras pessoas serão ouvidas'', declarou o delegado.


