Hoje faz, exatamente, um ano que o empresário Júlio Cesar Marino foi assassinado a tiros, quando entrava na garagem de sua casa, localizada na Rua Farrapos, 45 (área central de Londrina). O crime continua insolúvel, embora o autor dos disparos tenha sido visto por três vizinhos e pelo caseiro que trabalhava para Marino, Nelson Silva, e tenha tido o retrato falado divulgado. O caseiro foi atingido por um tiro, na perna direita.
Há três semanas, o delegado que presidia o inquérito, Jorge Borbosa, o entregou ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, com uma constatação nada animadora: ‘‘Fizemos tudo que foi possível para elucidar o crime mas, infelizmente, não conseguimos nada que nos levasse ao assassino,’’ afirmou Barbosa, que deixou o caso para assumir a chefia do 5º Distrito Policial. Ele trabalhou no caso com dois investigadores, que também faziam o atendimento normal do setor operacional.
Na época do crime, alguns investigadores chegaram a falar sobre a possibilidade de trabalharem exclusivamente no caso. A proposta não foi possível porque a medida prejudicaria os demais trabalhos, devido à falta de policial na cidade.
Atualmente, apenas seis investigadores trabalham em suas funções na 10ª SDP. O restante trabalha na carceragem dos Distritos Policiais, cuidando dos presos. Londrina também enfrenta problemas com a falta de escrivães para dar prosseguimento aos inquéritos.
O delegado Wanderci disse ontem à Folha que as investigações do crime do empresário J. Marino estão paradas, não por falta de delegado, mas por falta de referencial que leve ao assassino. Ele garantiu que todas as pistas levantadas até agora foram investigadas, mas que acabaram não dando em nada.

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