Assassinato de
doméstica ocorreu
em julho de 93
A empregada doméstica Cleonice de Fátima Rosa foi assassinada em julho de 1993. Ela foi encontrada morta com um corte profundo no pescoço no apartamento duplex 1.102, na rua Goiás, 1.623 (zona central de Londrina). Cleonice trabalhava há um ano para a artista plástica Vanda Pepiliasco, casada com o engenheiro Lauro Pepiliasco.
A colega de trabalho de Cleonice, Luzia Colombo, encontrou o corpo da doméstica às 7 horas do dia 10 de julho, na escada que dava acesso ao quarto onde ambas dormiam. Colombo chegou a ser presa como suspeita, mas em seguida afirmou ter confessado sob tortura o crime. Os policiais acusados de torturá-la - Almir Batista de Oliveira, Bento Alves Sampaio e Joceir Alves Almeida - foram afastados de suas funções.
Na época, o delegado Nelson Max Hummining, que presidia o inquérito policial, apurou que Cleonice foi agredida no abdômen antes de receber dois cortes no pescoço: um superficial e outro que quase a decepou. Ela teria lutado com a pessoa que a matou e arrancado um punhado de cabelo do autor do crime.
Os filhos menores do casal Lauro e Vanda Pepiliasco, também foram apontados como suspeitos. A necrópsia vaginal em Cleonice detectou a presença de esperma, levantando a suspeita de que ela tenha sido seviciada antes de morrer. A artista plástica passou a ser apontada como principal suspeita, depois que o exame de DNA, feito em Belo Horizonte, constatou que o cabelo encontrado na mão de Cleonice era de Vanda Pepiliasco. (E.P)

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