Assassinato de colega revolta taxistas de Maringá
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quinta-feira, 05 de abril de 2001
Marta MedeirosDe Maringá 
O taxista Manir Mahamutt, 62 anos, de Maringá, morreu asfixiado com a cabeça dentro de um saco plástico depois de ser assaltado na noite de anteontem. Sérgio Bello da Silva, 38, e Élio Fernandes de Oliveira, 32, foram presos ontem pela Polícia Civil de Guaíra. Eles confessaram o crime e levaram os policiais até o local onde deixaram o taxista. A morte de Manir revoltou o colegas de profissão.
Por volta das 23 horas de quarta-feira, o taxista foi chamado para fazer uma corrida até Paiçandu (10 km a oeste de Maringá). Silva contou que teria planejado o assalto para pagar uma dívida de R$ 800,00. Por este mesmo valor ele disse que vendeu ontem de manhã, em Ciudad de Leste, no Paraguai, a Parati de Manir.
O corpo de Manir foi encontrado no início da noite de ontem em uma plantação de milho próximo da rodovia PR-323, entre Paiçandu e o distrito de Água Boa. Ele estava com as mãos e os pés amarrados com fita adesiva. Na cabeça do taxista, os assaltantes colocaram um saco plástico.
Colegas do ponto onde Manir trabalhava disseram ontem que no início da madrugada começaram a ficar preocupados com a demora dele. Segundo o delegado de Guaíra, Roberto Fernandes, assim que o fato foi comunicado os policiais iniciaram as investigações. Fontes da polícia em Ciudad de Leste confirmaram a entrada da Parati. Em seguida, uma equipe de policiais foi até a rodoviária de Guaíra porque havia informação de que os assaltantes teriam voltado de ônibus para Maringá.
A polícia conseguiu interceptar o ônibus. Os dois assaltantes confessaram o crime. Os assaltantes foram cruéis, porque sabiam que dificilmente o taxista iria escapar com vida, disse o delegado. Manir era casado, pai de sete filhos e trabalhava como motorista há mais de 40 anos. Segundo os colegas, há três meses Manir foi vítima de um outro assalto, quando ficou amarrado em um matagal próximo de Maringá.


