Assassinato causa protesto
Maurício Borges
De Apucarana
Mototaxistas de Apucarana protestaram no enterro contra o assassinato do companheiro; polícia não tem pistas do latrocida que levou a moto CBX-400, R$ 35,00 e talão de cheques
Cerca de 150 mototaxistas de Apucarana saíram ontem, às 16 horas, em passeata, acompanhando o sepultamento do colega Roni José de Oliveira, 20 anos, morto na madrugada, quando reagiu a um assalto. Eles protestaram em silêncio, pedindo mais segurança nos bairros da cidade. A passeata saiu da Capela Mortuária de Apucarana e segiu até o Cemitério Municipal de Arapongas, onde Roni foi sepultado, num trajeto de 18 km.
Quinze horas após o latrocínio, o delegado João Aquino disse que a polícia ainda não tinha pistas. Roni de Oliveira, que trabalhava há três dias no Mototáxi Segurança, foi morto por volta de 1h30, ao atender um chamado no Loteamento Parque Industrial Zona Norte.
A polícia acredita que o motoqueiro tenha reagido ao assalto, porque além de um corte profundo no pescoço, que quase separou a cabeça do corpo, Roni também apresentava cortes no braço direito. O assaltante levou a motocicleta Honda CBX-400, R$ 35 em dinheiro, e um talão de cheques do Itaú (Apucarana) e o cartão magnético do banco.
Marcos Reis, que trabalha no Mototáxi Líder, disse que os mototaxistas têm sido vítimas frequentes de assaltos. Não se vê a polícia nos bairros, comentou.





