Assassinado dono de hotel em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de setembro de 2001
Érika Pelegrino<br> De Londrina 
O empresário Eduardo Kalil Issa, 62 anos, dono do Hotel Firenze, em Londrina, foi assassinado no sábado, por volta das 21 horas, com três tiros. Ele estava com Neusa de Abreu, 42 anos, na lanchonete Londrilar, localizada na rua Souza Naves, 1.656, quando um rapaz chamado Valdir (de quem a Polícia Militar não tinha ontem a identidade completa) entrou no local.
Segundo informações da PM, os dois discutiram e Valdir saiu do local. Pouco depois, ele teria volado armado e dado vários disparos em direção a Issa e Neusa de Abreu. O empresário levou dois tiros no tórax e um nas costas e morreu no local.
Neusa de Abreu foi atingida por uma bala na tórax e outra no braço esquerdo. Ela foi socorrida pelo Siate e encaminhada ao Hospital Evangélico. No final da tarde de ontem, seu quadro era estável. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, ela passava por exames e provavelmente sofreria uma cirurgia para retirada da bala do braço esquerdo.
Segundo a PM, o motivo do crime era desconhecido e o suspeito ainda estava foragido. Um funcionário do Hotel Firenze -um empreendimento simples, localizado próximo do Terminal Rodoviário de Londrina, e que hospeda viajantes- disse que o motivo da morte de Issa ''era obscuro''.
O advogado do empresário, João dos Santos Gomes Filho, disse que também desconhecia o motivo do assassinato e que teria algumas informações sobre Valdir, mas não iria passar porque estava ''no velório da avó de um amigo'' e não teria condições de falar. ''Amanhã (hoje) falo sobre o assunto'', disse ele, antes de desligar o celular. O corpo foi encaminhado para São Paulo, onde moram parentes do empresário.
Eduardo Kalil Issa esteve envolvido em outro assassinato. Em 3 de abril de 1994, ele matou o operário Doraci Leal Lopes, então com 38 anos, com um tiro na cabeça. Na época, o empresário alegou que atirou em Lopes porque desconfiou que seria assaltado. Issa foi condenado, no ano passado, segundo seu advogado, a 16 anos de prisão. ''Ele respondia em liberdade'', disse o advogado. Segundo Gomes Filho, o empresário recorreu da sentença.


