Assaltos voltam no pós-Copa América
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Três assaltos - dois deles a turistas estrangeiros - um roubo a caixa de banco 24 horas foram registrados em Foz do Iguaçu entre anteontem e ontem, quando o comando da Polícia Militar concluiu a retirada do efetivo de 320 homens enviados à cidade para a Operação Copa América. Durante a realização do torneio no Paraguai, entre 29 de julho e domingo, o policiamento intensivo fez os índices de criminalidade - que estão entre os mais altos do País - cair 40%, em média.
O primeiro caso de assalto a turista aconteceu às 15h30 de segunda-feira, no bairro Porto Meira (região sul da cidade). Dois homens roubaram 300 pesos (o equivalente a R$ 550,00) do argentino Mario Cabrera, de 35 anos, enquanto ele fazia um lanche. Às 3 horas de ontem, dois homens levaram US$ 500,00 (R$ 900,00) e todos os documentos do chileno Gabriel Araiva, quando ele andava pelo centro da cidade.
Durante a madrugada de anteontem, ladrões arrombaram o cofre de um caixa eletrônico do banco HSBC, também no centro da cidade, de onde levaram R$ 29 mil. Nos três casos, não houve nenhuma prisão.
A retirada dos 320 PMs que foram emprestados de outros 14 batalhões do Estado para o policiamento das ruas de Foz durante na Copa América foi concluída ontem. O objetivo do governo estadual era evitar que um eventual caso de violência envolvendo membros de delegações, torcedores ou jornalistas durante o torneio pudesse comprometer a imagem da cidade, que tem no turismo sua principal atividade econômica. Naquele período, o número de policiais nas ruas aumentou 120% - passou de 270 para 590.
Animado com os resultados, o Conselho Comunitário de Segurança e outras 20 entidades de Foz do Iguaçu enviaram um pedido ao governador Jaime Lerner (PFL) para que fossem mantidos na cidade pelo menos 120 dos policiais da Operação Copa América. Além da redução na criminalidade, o principal argumento era de que, nos últimos dois anos, Foz perdeu esse número de policiais por motivos como aposentadoria e transferências.
Lerner não atendeu ao pedido, argumentando que a transferência dos PMs a Foz iria desguarnecer o policiamento nas cidades de onde eles vieram. Isso demonstra o descaso do governo com o cartão-postal do Estado, disse ontem o empresário Carlos Duso, presidente do Conselho Comunitário de Segurança.





