No início da noite de domingo, o Zerão (Área Central de Londrina) foi palco do primeiro arrastão registrado na cidade, crime praticado com frequência nas praias cariocas. Uma das áreas de lazer mais procuradas pelo londrinense foi tomada pelo pânico e pela correria. Ao todo, cerca de 20 pessoas foram roubadas e três agredidas. A Polícia Militar (PM) deteve três suspeitos.
O arrastão aconteceu por volta das 19 horas e teria sido praticado por um grupo de oito pessoas, entre adolescentes e adultos. Eles teriam aproveitado a grande aglomeração de pessoas na rua próxima a um dos bares que funcionam no local para assaltarem em massa. A Polícia estimou que pelo menos 20 frequentadores teriam sido assaltados. Os suspeitos roubaram carteiras, telefones celulares e outros objetos e fugiram a pé. Três vítimas foram agredidas com socos e pontapés e, segundo a PM, um tiro teria sido disparado durante a confusão.
Três pessoas suspeitas de participarem do arrastão foram seguras pelas próprias vítimas. Reginaldo Coelho da Silva, 34 anos, o filho C.F.C., 15 anos, e M.L.O., 16 anos, residentes no Conjunto Vivi Xavier (Zona Norte), foram seguros por algumas das vítimas e detidos em flagrante pelo Pelotão de Choque da PM. Além de serem reconhecidos por algumas das vítimas, com eles os policiais recuperaram alguns dos pertences roubados. Os três foram autuados por roubo qualificado. Silva foi encaminhado para a carceragem do 5º Distrito Policial e os dois adolescentes foram levados para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi), onde ficarão à disposição da Justiça.
Moradores e frequentadores do Zerão estão revoltados com a falta de policiamento no local, principalmente aos finais de semana. Uma moradora, que preferiu não se identificar, garantiu que já procurou até a Polícia Federal em busca de ajuda mas não obteve êxito. ''Agora aqui está assim: venha para o Zerão e traga o seu três oitão'', ironizou. Ela contou que grupos rivais de adolescentes, ''muitas vezes armados'', se concentram no local para cometer furtos, assaltos e consumir drogas e bebidas alcoólicas. ''Eles trazem litros de pinga e vinho de casa e ficam arrumando confusão.''
Segundo ela, no momento do tumulto, muitas pessoas chegaram a forçar o portão de sua casa em busca de proteção. Seu filho viu quando um senhor, acompanhado por um garoto, foi assaltado e agredido. Segundo ele, há duas semanas um rapaz que estava com um ''pitbull'' deu três tiros com um pistola depois que seu animal avançou sobre outro cachorro menor e o dono reagiu.
O professor aposentado Domingos Zacarin, 59 anos, costuma usar a pista de cooper do parque mas afirmou que aos domingos não se arrisca. ''Tem muita gente e o policiamento é deficiente'', reclamou. Nos bares, vigilantes particulares fazem a segurança.

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