Assaltos no caixa eletrônico têm seguro
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de janeiro de 1997
Ana Cristina Pereira 
Da Sucursal
Kraw Penas/Folha de LondrinaPresa fácilDe setembro a dezembro de 1996 foram registrados 18 assaltos em caixas eletrônicos em Curitiba
Usuários do Banco 24 horas em Curitiba terão a partir de fevereiro uma alternativa para se proteger contra roubo de dinheiro sacado em caixas eletrônicos. A nova forma de proteção não prevê vigilantes nem câmeras nos caixas, mas a devolução da quantia roubada, que será garantida pelo Seguro 1 Minuto.
O novo serviço já está sendo divulgado nos comprovantes de saques emitidos pelo Banco 24 Horas em Curitiba. Para contratar o seguro, o usuário paga uma taxa única equivalente a 1% do limite de saque por dia com cartão. A proteção é válida por seis meses ou até o vencimento do cartão ou ainda até após a ocorrência de um assalto.
A adesão ao seguro será feita apenas no Banco 24 Horas. A taxa é debitada na conta do cliente. Depois da adesão, o usuário recebe uma senha de proteção, que deverá ser usada em caso de assalto.
Custo é de 1%
do limite de
saque por dia
com cartão
O seguro será pago apenas nos casos em que o usuário foi abordado pelo assaltante dentro do caixa eletrônico. No momento do assalto, o cliente digita a senha de proteção em vez da senha do banco no qual tem conta. O dinheiro é emitido normalmente pelo caixa eletrônico.
Depois desta etapa, o usuário tem de providenciar um boletim de ocorrência e entrar em contato com o Disk 24 Horas. O valor sacado durante o assalto é creditado diretamente na conta do segurado no prazo máximo de dois dias úteis.
O serviço foi criado pela Tecnologia Bancária (Tecban), empresa que administra o Banco 24 Horas. O seguro foi lançado no último dia 21 nas regiões Norte e Nordeste.
Segundo a empresa, no dia do lançamento do novo seguro houve 517 contratações. O número de adesões obtidas apontam tendência de grande aceitabilidade do novo serviço pelo usuário do Banco 24 Horas, diz o diretor geral da Tecban, Renato Cesar Mascaretti.
De setembro a dezembro do ano passado, foram registrados pela 2ª Delegacia de Furtos e Roubos 18 assaltos em caixas eletrônicos. Neste ano, foram quatro assaltos.
O seguro é interessante, mas os bancos deveriam investir em segurança, contratando vigilantes e instalando câmeras nos caixas, diz o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curtiba, Renato Gonçalves da Silva.
Segundo ele, o sindicato reivindica junto à Comissão de Consultora de Segurança Privada do Ministério da Justiça a obrigatoridade da presença de guardas nos caixas eletrônicos.


