Os taxistas de Ponta Grossa estão com medo de trabalhar à noite. Em menos de um mês foram cinco assaltos. O presidente do sindicato da categoria, José Paes de Almeida, já fala até em suspender as corridas de táxi no período da noite. A proposta tem o apoio da grande maioria dos taxistas da cidade, que preferem abrir mão de parte da sua renda do que sofrer na mão de assaltantes.
A primeira vítima foi o taxista Reni Batista Bueno, 31 anos, assaltado no dia 24 de maio. Os falsos passageiros o colocaram no porta-malas do carro e seguiram em direção a um posto de combustível, onde realizaram outro assalto.
Na madrugada do dia 31 de maio foi a vez de Jorge Freitas Diogo, 51 anos, que passou meia hora amarrado a uma árvore com corda e fita colante na rodovia PR-151, entre Ponta Grossa e Palmeira.
O caso mais grave foi registrado na primeira semana de junho, quando os assaltantes dispararam dois tiros contra Lúcio da Silva, 30 anos. Os ladrões jogaram o taxista para fora do carro e efetuaram os disparos. No último final de semana, outros dois taxistas foram assaltados.
O delegado da 13ª Subdivisão Policial, Marcus Vinícius Sebastião, acredita que os assaltos estão sendo feitos por uma mesma quadrilha. Ele diz que já tem pistas de quem sejam os integrantes e já pediu um mandado de prisão.

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