Os postos de combustíveis parecem ser a bola da vez dos assaltantes. No primeiro semestre deste ano foram registrados, nesse segmento, 291 assaltos em 181 dias. Assim como em outros setores que já estiveram entre os mais visados, como as panificadoras, farmácias e supermercados, os empresários não sabem mais o que fazer para evitar o prejuízo e o medo. Câmeras, seguranças particulares, alarmes, horários diferenciados, nada consegue conter os assaltantes. Eles chegam e fogem a pé ou em caminhonetes e são capaz de levar até bombas de combustível. Roubam desde poucos reais até caixas eletrônicos inteiros.
Para os consumidores, abastecer o carro virou operação de risco. Quantos já se viram na mira de armas de fogo por poucos reais e uma bebida da loja de conveniência? Alguns perdem o carro e outros acabam sendo levados como reféns em sequestros relâmpagos. Em Curitiba, um posto localizado na Avenida Sete de Setembro foi assaltado 19 vezes no primeiro semestre.
Os assaltos não acontecem apenas em Curitiba, mas em toda a Região Metropolitana e também em outras cidades do Estado. Ser frentista já não é uma função tão pacata. Todo esse quadro está fazendo com que os empresários do setor exijam mais policiamento e atenção da Secretaria Estadual de Segurança Pública.
O caminho talvez seja encontrar uma solução alternativa. Atualmente, cerca de 250 policiais militares trabalham em cada turno na cidade. Para o setor de supermercados, segundo a Polícia Militar, houve redução de 72% no número de assaltos com o uso de telefones celulares nas viaturas que fazem ronda em áreas próximas a cada estabelecimento. Qualquer movimento suspeito é rapidamente informado aos policiais. Um projeto semelhante poderia ajudar a reduzir os assaltos a postos. Só não vale ‘‘descobrir um santo para cobrir outro’’.

mockup