Uma fita de circuito interno de tv pode ajudar a polícia a identificar os integrantes da quadrilha que assaltou a empresa de transporte de valores Proforte, em Curitiba, na última quarta-feira. O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) acredita que os líderes da quadrilha, que levou R$ 6,326 milhões da empresa, sejam de São Paulo.
Apesar de as testemunhas terem afirmado que os ladrões não entraram nas dependencias onde estão as câmeras, os policiais acreditam que a fita de vídeo pode trazer algumas respostas sobre o assalto. Segundo o delegado do Cope, Luiz Alberto Cartaxo, a Proforte encaminhou a fita à uma empresa que vai reproduzí-la em uma velocidade maior, de modo a garantir maior visibilidade ao material.
O delegado descartou a possibilidade de que a ação tenha sido planejada pelo assaltante paranaense Marcelo Boreli, que está preso em Brasília, acusado de comandar uma quadrilha de assalto a carros-fortes e de torturar uma criança. ‘‘O ‘modus operandi’ de Boreli é outro’’, conta Cartaxo.
A polícia está apurando informações em todo o Sul do País, em Goiás e em São Paulo. O delegado afirma que há grande probabilidade de que os líderes da quadrilha sejam de São Paulo e que já estiveram presos no Paraná. Os assaltantes seriam também os responsáveis pelo roubo de R$ 1,3 milhões da transportadora TGV, em Ponta Grossa, em junho do ano passado. A quadrilha também teria tentado assaltos semelhantes em Paranaguá, no Litoral, e em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Mas Cartaxo diz que nenhum assaltante foi reconhecido ainda. ‘‘São apenas deduções’’.
O delegado da Polícia de Goiás, Jorge Moreira da Silva -que está ajudando os policiais paranaenses na investigação - conta que a quadrilha que assaltou a Proforte em Goiânia no início do mês é provavelmente a mesma que agiu em Curitiba. ‘‘As investigações estão sigilosamente bem adiantadas. Semana que vem teremos novidades’’, afirma.
O Cope divulgou ontem mais quatro retratos-falados dos assaltantes. Até agora são sete os membros da quadrilha que tiveram retratos feitos. Eles foram desenhados com base no depoimento dos quatro funcionários da Proforte sequestrados pelos assaltantes, os gerentes Odival Wolter, Gerson Pires e Wanderley Ortega e o motorista Leonildo Ivasco. Na semana que vem, os quatro devem prestar novos depoimentos à polícia. Ontem pela manhã, um dos diretores da Proforte, em São Paulo, Waldemar Martins Lisboa Jr., registrou o Boletim de Ocorrência no Cope.

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