Parte do Centro de Curitiba ficou interditado por 80 policiais militares e civis ontem à tarde, durante quase quatro horas. Por causa de um assalto ao edifício Manoel Macedo, policiais do 12º Batalhão, do Comando de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Choque bloquearam o trânsito e as calçadas em frente ao prédio, situado na Rua Marechal Floriano, próximo da Rua XV de Novembro.
Kraw PenasA secretária Rita Gomes (ao centro), amarrada com fita crepe durante o assalto: ‘‘no lugar errado, na hora errada’’, segundo os assaltantesDois assaltantes invadiram, por volta das 12h20, a agência de turismo Star Tur e depois seguiram para a joalheira V-Galo, conseguindo fugir. Há também uma versão de invasão da loja de roupa Couro Center. De acordo com a Polícia Militar, foram roubados entre três a quatro malotes da V-Galo, contendo jóias e ouro. O prejuízo ainda não foi calculado pelos proprietários da joalheria. Dos demais estabelecimentos não se levou nada.
Segundo o Major Sílvio Moraes Sarmento, do Batalhão de Choque, os dois assaltantes entraram para roubar a joalheria, que fica no 17º andar do edifício. Mas ao invés de invadir a sala 174, onde fica a V-Galo, eles foram para a sala 173, da agência Star Tur. Assustados com o erro, os dois ladrões (um moreno e um loiro encapuzado) amarraram com fita crepe a secretária da agência, Rita Gomes. ‘‘Eles disseram para Rita ficar tranquila, afirmando que ela estava no lugar errado, na hora errada’’, contou a proprietária da Star Tur e sócia da Couro Center, Telma Kolber, informando que saiu do escritório por volta das 12h20 para almoçar.
Em seguida, às 12h30, os assaltantes foram à joalheria V-Galo, onde prenderam outra funcionária que estava trabalhando no local. ‘‘Eles renderam a moça, pegando os malotes, onde estavam com as jóias’’, disse o major Sarmento, sem dar o nome dela. A Polícia só chegou ao local 30 minutos depois do assalto, bloqueando o trânsito na Rua Marechal Floriano, entre a Marechal Deodoro e XV de Novembro, liberando parcialmente uma hora e meia depois.
O major Sarmento informou que o assalto foi comunicado por uma das duas funcionárias presas, que teria ligado para o 190. No entanto, outras duas versões, vazadas pelos policiais, indicavam diferentes formas de contato. Uma delas diz que a funcionária entrou em contanto com o proprietário da joalheria, que estava em Campo Largo, de onde chamou os policiais. Outra conta que de um dos escritórios foram jogados um sapato e um bilhete, informando que uma mulher estaria presa no 20º andar. O bilhete chegou a ser apresentado pela polícia.
Depois o prédio foi fechado, para que as 80 salas fossem verificadas. Para isso, os proprietários de cada sala foram chamados para abrir as portas. ‘‘Subi com os policiais, num clima tenso, mas nada foi encontrado em meu escritório’’, disse o advogado Reinaldo José Andreatto, que trabalha na sala 23.
A revista não deu em nada - os ladrões não foram encontrados.

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